sábado, 8 de junho de 2013

B.

Talvez foram seus longos cabelos
Talvez foi sua imensa vontade de fugir
Talvez foi a noite
Talvez foi o momento
Talvez foi tocar com medo de ferir
e o meu medo te ferir
talvez foi a certeza quase que instantânea da duvida
talvez foi meu mundo novo
dando me alma nova

Acho que foi o piano ecoando
de novo e de novo e de novo e de novo e de novo

talvez fui eu
talvez eu tenha te inventado
como forma de re-inventa-la
talvez...

talvez eu fique nesse meu talvez,
assim, suspenso
amedrontado
confuso 
e nada seja mais real
do que tudo isso
e aquela vontade de te ter
fora vontade de fugir
na noite
dentro daquele momento
e estar sempre em um mundo novo
com minh'alma nova
longe de mim
de tudo
de você...

G.R.B. - Ângela, 2012.

[Primeiro: este blog é um refúgio. Aqui as coisas são sempre viscerais e loucas. Me sinto a vontade de saber que sabe daqui, mas peço que não mostre a mais ninguém.Fique a vontade...]

Esse poema eu o encontrei a pouco mais de três semanas nas últimas folhas do meu caderno do ano passado. Não sei qual é a sua data, mas narra o dia em que voltamos do CCBB, que você sentou do meu lado no ônibus. E eu fiquei com medo! Ouvimos "Ângela" do Tom e acho que seu ser acabou me invadindo... De maneira estranha, quis te abraçar, quis dizer coisas que não nos cabia, ainda... Estava bem confuso. A poesia mostra bem isso.
Agora entendo. O que me confundira foi a necessidade problemática de te proteger do mundo. A necessidade de estar a frente de ti, quase como numa linha de frente.
Não gosto dessa poesia. A unica que é decente que fiz ti fora a outra: http://desculpeosatrevimentos.blogspot.com.br/2012/12/b-ii.html

Pois bem sabes que te amo, e tudo mais que , agora, nos cabe! Aproveite seu dia. Sempre estarei aqui pra ti, nunca duvide disso!



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