Ver Woody Allen me lembra dos momentos esparsos das minhas paixões. Me trnasformo, claro, na faceta que ele escolheu expressar e coloco as minhas infinitas paixões no inumeros personagens que vão desfilando na tela. "Stardust Memories" é uma melancolica ode à Natalia. "Husbands and Wives", obviamente, Bruna. "Annie Hall", como não poderia deixar de ser, Clara. "Vicky Cristina e Barcelona" a deliciosa Maria, e por ai vai.
Woody me entendeu antes mesmo de eu me entender e o cinema que ele faz/fez é parte de um processo de construção do meu eu. Além disso o Zyg tinha razão, ou melhor, o Deleuze: o cinema é uma forma de pensar. É uma forma d'eu pensar, pelo menos.
Gosto de escrever em prosa por aqui sou mais livre. Não precisa pensar num excessivo e original estado de poesia e ficar me comparando aos amigos que se aventuram pela poesia também. "Os idolos são só meus, só eu os entendo!" É assim com os Beatles, Vinicius ( o mais problemático deles ) e agora Woody Allen. Ele tinha se acalmado na minha percepção das coisas, o cinema parecia chato de novo, cheio das tantas pretensões. Mas ele consegue fazer tanto, com tanta delicadeza e beleza... Queria escrever poesias desse jeito. Delicadas e bonitas, e ainda assim revolucionarias. Quem não gostaria?!
Preciso voltar mais vezes aqui, agora que descobri esse lugar como um bom lugar: poucos o conhecem, então terei sempre a sensação de que alguém, um dia poderá ler tudo isso; o titulo disso, apesar de pretensioso, chato e avant-garde, diz tudo; liberdade é o que eu sinto mais falta nesses dias sem sentido...
Afinal de contas, um cigarro cairia bem agora e uisque salvaria a manhã!