sábado, 18 de outubro de 2014

- Eu gosto de tempestades.
- Eu também! Acho que tudo fica mais bonito.
- Não é isso... Acho que elas fazem as pessoas realmente viverem. É tipo um acontecimento ruim na vida. De repente você acorda da rotina, daquele estado catatônico. Tenta perceber isso, dias de chuvas fortes parecem dias mais reais que os outros...

Her

Ela é um conceito. Dito isso, tudo será possivel de ser real.

Amar é condição primeira de estar vivo. Dor é fascinio e alucinação. Não gosto de quem acha que vivemos pra sofrer. Sofremos a maior parte do tempo? Sim! Mas não pelo fato de viver. As coisas - e quando digo "coisas" estou dizendo todas as coisas - fazem a existencia ser sofrivel. Antes de tudo, é preciso amar, por que amar é instinto.
Essencialista? Sim, e muito. Montaigne acreditava que a essencia nunca será alcançada porque estamos todos cheios de sociedade demais. Mas ela existe! Acho que nosso impulso mais primitivo é esse, nos juntarmos. De todos os animais que sentem a solidão, o ser humano é o mais solitário. Precisamos um do outro quase que sempre. Não há sentido sem o outro.
Por isso Ela é um conceito. Substituimos o conceito de Deus, pelo conceito d'Ela, ou d'Ele.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A poesia conseguiu me desmanchar, finalmente. Não é culpa do ato poético em si, porém, mas sim da estrutura basica do estado de poesia - ao menos o meu. Sou poeta de 45, tomado pelo idos dos marginais, que desembocam na flexibilidade e diluição de uma poesia contemporanea chata: tento achar meu lugar decisivo, sabendo que não o quererei para sempre e que ele, por fim, não existe.

Meu lugar, qual o é? - comecemos por aqui...
Se sou sujeito fugidio é porque eu entendo o mundo de maneira unica. Todos entendemos. O que a alienação - por falta de palavra melhor - faz com o subjetivo é entorpece-lo e silencia-lo muitas vezes.