O inverno é todo cheio de dor
e o signo da dor é meu velho amigo...
Talvez porque tenha te criado
como o homem criou deus
e assim como ele
tu cresceu tanto que se tornou verdade
real
palpável...
No final, então
fora eu quem fiz essa
insensatez
e sua sombra ainda me amedronta
sua sombra ainda não me perdoou
O inverno é cheio de ti
e o seu signo é meu velho medo...
talvez porque não exista insensatez
talvez porque só exista esse canto esquecido no ar
esse poema perdido no tempo
esse amor deixado de lado...
-Insensatez, 2013.
Ela ainda é uma realidade
sábado, 22 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
B.
Talvez foram seus longos cabelos
Talvez foi sua imensa vontade de fugir
Talvez foi a noite
Talvez foi o momento
Talvez foi tocar com medo de ferir
e o meu medo te ferir
talvez foi a certeza quase que instantânea da duvida
talvez foi meu mundo novo
dando me alma nova
Acho que foi o piano ecoando
de novo e de novo e de novo e de novo e de novo
talvez fui eu
talvez eu tenha te inventado
como forma de re-inventa-la
talvez...
talvez eu fique nesse meu talvez,
assim, suspenso
amedrontado
confuso
e nada seja mais real
do que tudo isso
e aquela vontade de te ter
fora vontade de fugir
na noite
dentro daquele momento
e estar sempre em um mundo novo
com minh'alma nova
longe de mim
de tudo
de você...
G.R.B. - Ângela, 2012.
[Primeiro: este blog é um refúgio. Aqui as coisas são sempre viscerais e loucas. Me sinto a vontade de saber que sabe daqui, mas peço que não mostre a mais ninguém.Fique a vontade...]
Esse poema eu o encontrei a pouco mais de três semanas nas últimas folhas do meu caderno do ano passado. Não sei qual é a sua data, mas narra o dia em que voltamos do CCBB, que você sentou do meu lado no ônibus. E eu fiquei com medo! Ouvimos "Ângela" do Tom e acho que seu ser acabou me invadindo... De maneira estranha, quis te abraçar, quis dizer coisas que não nos cabia, ainda... Estava bem confuso. A poesia mostra bem isso.
Agora entendo. O que me confundira foi a necessidade problemática de te proteger do mundo. A necessidade de estar a frente de ti, quase como numa linha de frente.
Não gosto dessa poesia. A unica que é decente que fiz ti fora a outra: http://desculpeosatrevimentos.blogspot.com.br/2012/12/b-ii.html
Pois bem sabes que te amo, e tudo mais que , agora, nos cabe! Aproveite seu dia. Sempre estarei aqui pra ti, nunca duvide disso!
Cenas I
A cena começou com um casal. Estamos num quarto. A câmera desliza pelo chão e vemos roupas jogadas. Ela se volta para o rosto da mulher, nua e banhada lágrimas e suor.Seus seios alvos estão escondidos pro suas pernas que são abraçadas por seus braços. O homem está estirado do lodo oposto da cama. Com os olhos no teto, parecendo perdido em seus pensamentos.
- Vai dar tudo certo... - ele cospe. E ela não fala nada, chora, apenas - Ouviu, vai dar tudo certo! - ele se levanta e a tenta abraça-la, mas ela foge. Se joga do outro lado da cama - Desculpa, então...
Ela sabe que nada vai ficar bem! A cena vai ficando cada vez mais escura e tudo fica preto. O casal se foi...
- Vai dar tudo certo... - ele cospe. E ela não fala nada, chora, apenas - Ouviu, vai dar tudo certo! - ele se levanta e a tenta abraça-la, mas ela foge. Se joga do outro lado da cama - Desculpa, então...
Ela sabe que nada vai ficar bem! A cena vai ficando cada vez mais escura e tudo fica preto. O casal se foi...
domingo, 2 de junho de 2013
(nome do blog)
[Essa não é uma reflexão alegre sobre a amizade. Talvez nem seja uma reflexão, ou seja sobre a amizade. É sobre conviver!]
Vi na cultura uma cineasta dizer sobre um filme, que nunca terminei de assistir, cujo o titulo era " Mil Anos de Orações" e que ele fazia alusão a um ditado chinês o qual eu não lembro. Mas ele me marcou. O guardei sendo parecido com isso: " É preciso anos de orações para se viver em paz. É preciso mil anos de orações para se conviver em paz!".
Conviver é difícil, resumindo. "Viver com" dá uma ideia de necessidade, intimidade, fidelidade; três pontos delicadíssimos dentro do ser humano.
Há a necessidade impar do amor, e sua irracionalidade aplaudível - adoro irracionalidades e tudo que jorra do peito; adoro o fato de não podermos controlar e entender tudo. Mas essa necessidade não é a única. Temos a necessidade, afetivamente falando, do amigo. Do ser amigo. Aquele que amamos sem estarmos apaixonados. É um tipo de necessidade tão sentimental e humana, que é quase racional, de fato. Mas é a necessidade que me cabe. Nasci para ser amigo, e isso é uma das poucas coisas em que aceito ser desprezível e mesmo assim continuo tentando!
Ouçam The Smiths, não me deem ouvidos! Minhas dores pulsantes vem constante e exclusivamente da necessidade intrínseca que tenho com meus amigos. "Heaven knows I'm miserable now...".
Costumo me arrepender de viver buscando isso: Intimidade. Essa é a desgraça do ser humano. Esse ponto puxa os outros. Só se cobra fidelidade quando há intimidade de se cobrar! Só há necessidade do outro quando há intimidade entre os dois! Intimidade é ser-se si perante o outro. Isso é intimidade pura, cândida. Saber do outro o quanto ele pode mostrar de si, sem pedir ou cobrar, mas saber por estar ali por ele, com ele, para ele. Amigos que vivem juntos são assim, independentemente de tudo, são assim. E essa é uma das grandes amizades que se constrói. Não as deixe escapar!
Estamos todos boiando - isso é influência de "Teo e a Gaivota" do Marcelo Camelo! Estamos todos nessa imensidão, perdidos em nós mesmos. Acho que a cena de "Blue Like Jazz", onde a mocinha agarra o cabo de oxigênio do mocinho, que perambulava pelo espaço, só e si, e o "resgata". "Resgatar", "ressuscitar", "reviver", "redescobrir" e etc. já devem ter sido usados como metáforas pra quando alguém se apaixona. Isso é muito forte. É quase que "dever" algo a alguém. Não sei explicar muito bem, mas é daí que surge a fidelidade. A fidelidade é o grande problema de tudo isso. Fora ela que me colocou a escrever aqui.
Pois bem, citar-me-ei. Poema meu datado de 22 de Abril de 2013. Chama-se "O fracasso poético e a idealização são minha angustia!" - nome horrível. Estava com raiva. E estava escrevendo a ti, vez mais - alias deveria escrever sobre isso: sua constância dentro da minha poética deve significar algo.Pois bem, citar-me-ei, enfim :
Estudemo-lo! Primeira estrofe fácil. Quando estou confuso, perdido ( "Há uma sombra que paira sobre mim ") eu não consigo criar coisas decentes. Segunda estrofe diz que minha sombra é um outro eu. Pode ser lido como algo do tipo: "Minha sombra é uma projeção poética errônea". Terceira estrofe, não sou verdadeiro, guardo muitas cousas comigo - não sei por que, mas quero colocar a expressão em inglês por que a sonoridade dela é mais metaforica nesse caso, metaforica e metalinguistica: keep things with me; talvez seja pelo verbo "keep", ele tem um som mais travado, sei lá! Quarta estrofe é um exemplo de algo que chamo de "ataque de pelanca". O drama queen em pessoa rodou a baiana e disse que ele é falso - vez mais - e que na verdade é uma pessoa triste. Guilherme, por favor, já não chegamos a conclusão que somos todos tristes? Citarei Vinicius, por que ele é o melhor e caso encerrado para a quarta estrofe:
Vi na cultura uma cineasta dizer sobre um filme, que nunca terminei de assistir, cujo o titulo era " Mil Anos de Orações" e que ele fazia alusão a um ditado chinês o qual eu não lembro. Mas ele me marcou. O guardei sendo parecido com isso: " É preciso anos de orações para se viver em paz. É preciso mil anos de orações para se conviver em paz!".
Conviver é difícil, resumindo. "Viver com" dá uma ideia de necessidade, intimidade, fidelidade; três pontos delicadíssimos dentro do ser humano.
Há a necessidade impar do amor, e sua irracionalidade aplaudível - adoro irracionalidades e tudo que jorra do peito; adoro o fato de não podermos controlar e entender tudo. Mas essa necessidade não é a única. Temos a necessidade, afetivamente falando, do amigo. Do ser amigo. Aquele que amamos sem estarmos apaixonados. É um tipo de necessidade tão sentimental e humana, que é quase racional, de fato. Mas é a necessidade que me cabe. Nasci para ser amigo, e isso é uma das poucas coisas em que aceito ser desprezível e mesmo assim continuo tentando!
Ouçam The Smiths, não me deem ouvidos! Minhas dores pulsantes vem constante e exclusivamente da necessidade intrínseca que tenho com meus amigos. "Heaven knows I'm miserable now...".
Costumo me arrepender de viver buscando isso: Intimidade. Essa é a desgraça do ser humano. Esse ponto puxa os outros. Só se cobra fidelidade quando há intimidade de se cobrar! Só há necessidade do outro quando há intimidade entre os dois! Intimidade é ser-se si perante o outro. Isso é intimidade pura, cândida. Saber do outro o quanto ele pode mostrar de si, sem pedir ou cobrar, mas saber por estar ali por ele, com ele, para ele. Amigos que vivem juntos são assim, independentemente de tudo, são assim. E essa é uma das grandes amizades que se constrói. Não as deixe escapar!
Estamos todos boiando - isso é influência de "Teo e a Gaivota" do Marcelo Camelo! Estamos todos nessa imensidão, perdidos em nós mesmos. Acho que a cena de "Blue Like Jazz", onde a mocinha agarra o cabo de oxigênio do mocinho, que perambulava pelo espaço, só e si, e o "resgata". "Resgatar", "ressuscitar", "reviver", "redescobrir" e etc. já devem ter sido usados como metáforas pra quando alguém se apaixona. Isso é muito forte. É quase que "dever" algo a alguém. Não sei explicar muito bem, mas é daí que surge a fidelidade. A fidelidade é o grande problema de tudo isso. Fora ela que me colocou a escrever aqui.
Pois bem, citar-me-ei. Poema meu datado de 22 de Abril de 2013. Chama-se "O fracasso poético e a idealização são minha angustia!" - nome horrível. Estava com raiva. E estava escrevendo a ti, vez mais - alias deveria escrever sobre isso: sua constância dentro da minha poética deve significar algo.Pois bem, citar-me-ei, enfim :
De uma vez por todas, entendam:Há uma sombra que paira sobre mim.Sombra esse apoético e nulaque quando se deitaanula meus influxose minhas ideias!
Ela toma formas diversasde meus ídolosde meus amigosde meus amoresMaspor sobre tudo issoestá um outro eu!que realmente não deve existir
Há, entãoaquele choro guardadoressentidomedonhoque não escorree que quer gritar.
Eu não sou feito de brumas clarasde poesias e amorSou feito dessa sombredesse medode um real inexistente
E lutoem toda angustia por fazer-la espalharenfraquecerpor que machucomeus ídolosmeus amigosmeus amores
e a mim, como machuco a mim...
Dessa vez, entendam:gritembatamexplodam de ódioMas digamolhemestejam presente- façam o que sua boca sempre prometeramfaçam o que sempre cobraram de mim-já dissee direi vez mais:a terapêutica da indiferença é supervalorizada.Mas deve ser inexistente em respeitos aos dias que compartilhamos!Sem mais!
Estudemo-lo! Primeira estrofe fácil. Quando estou confuso, perdido ( "Há uma sombra que paira sobre mim ") eu não consigo criar coisas decentes. Segunda estrofe diz que minha sombra é um outro eu. Pode ser lido como algo do tipo: "Minha sombra é uma projeção poética errônea". Terceira estrofe, não sou verdadeiro, guardo muitas cousas comigo - não sei por que, mas quero colocar a expressão em inglês por que a sonoridade dela é mais metaforica nesse caso, metaforica e metalinguistica: keep things with me; talvez seja pelo verbo "keep", ele tem um som mais travado, sei lá! Quarta estrofe é um exemplo de algo que chamo de "ataque de pelanca". O drama queen em pessoa rodou a baiana e disse que ele é falso - vez mais - e que na verdade é uma pessoa triste. Guilherme, por favor, já não chegamos a conclusão que somos todos tristes? Citarei Vinicius, por que ele é o melhor e caso encerrado para a quarta estrofe:
Dialética
É claro que a vida é boa E a alegria, a única indizível emoção É claro que te acho linda Em ti bendigo o amor das coisas simples É claro que te amo E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...Quinta estrofe: o drama queen descobre que está errado - surpresa! - e diz que sendo assim machuca a todos. Nada de novo. Sexta estrofe é um sussurro, e eu gosto de sussurros. " e a mim, como machuco a mim...". Nasceste criança para sofrer por teus amigos e amores. Nasceste para ser amigo e amante. Nasceste pronto para viver chorando e morrer no caos. Enfim, nasceste! Ou seja, é como qualquer outro. Não há "If you want to be hero just follow me". Estamos todos perdidos! Sussurrando ou esperneando, estamos todos perdidos!
A ultima estrofe é onde eu queria chegar. Sejam fieis! Cobrem de mim intimidade e necessidade, por que eu cobro de vocês as mesmas cousas! Sejam amigos, afinal.
Cansei...
"Sem mais!"
sábado, 1 de junho de 2013
Lista de possíveis álbuns tropicalistas não-oficiais (segundo www.tropicalia.com.br ) :
Todos os Olhos - Tom Zé
Secos&Molhados - Secos&Molhados
Caetano e Os Mutantes Ao Vivo no Sucata - Caetano Veloso e Os Mutantes
Acabou Chorare - Novos Baianos ( Ideia do Pai )
Dez Anos Depois - Jorge Ben
On Stage - Jorge Ben
ÁfricaBrasil - Jorge Ben
Da Lama Ao Caos - Chico Science e Nação Zumbi
Re-ouvir tudo, e pensar:
"O que é o Tropicalismo NA MÚSICA?"
- Ive Russel, Outono.
Todos os Olhos - Tom Zé
Secos&Molhados - Secos&Molhados
Caetano e Os Mutantes Ao Vivo no Sucata - Caetano Veloso e Os Mutantes
Acabou Chorare - Novos Baianos ( Ideia do Pai )
Dez Anos Depois - Jorge Ben
On Stage - Jorge Ben
ÁfricaBrasil - Jorge Ben
Da Lama Ao Caos - Chico Science e Nação Zumbi
Re-ouvir tudo, e pensar:
"O que é o Tropicalismo NA MÚSICA?"
- Ive Russel, Outono.
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